quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gritos

Um nojento, horrível, repulsivo,
Monstruoso e asqueroso caminhão
Passa bem perto daqui,
Passa bem perto de mim.

Nele há desafortunados porcos
Que vão perder suas vidas
Para saciar a gula demoníaca
De seres que agem como
Se não tivessem compaixão,
Pois amorteceram
Seus sentimentos
Para com os indefesos.

E eu ouço os terríveis gritos deles
E parece que todos os seres humanos
De perto de mim ensurdeceram.
Pois a impressão que dá
É que apenas eu estou ouvindo.


Gritos horripilantes,
Que arrepiam o coração sensível...
Gritos que denunciam o pavor
Que esses miseráveis estão sentindo
Sem saber onde estão indo.

Herval d´Oeste, 30 de julho de 2013.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Você vestida de noiva

Você tão linda
Como noiva vestida
Para sua alegria
No momento mais
Marcante de sua vida.

Seus cabelos loiros amarrados
Ou em um lindo penteado
Realçando a beleza
De seu rosto angelical.

Suas mãos macias
Segurando um buque
Tão chamativo.

Seu corpo coberto
Por esse lindo e
Branco vestido.

Pousando para uma foto
Para o álbum de recordação
desse dia inesquecível.

Eu não estava lá, mas com os olhos do coração
Pude enxergar como você estava bela
Para todos aqueles que você lembrou e pode convidar.

Herval d´Oeste, 12 de dezembro de 2012

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Amiga On-line

Quando entro on-line
quero logo te encontrar.
Dou um sorriso virtual
e começamos a conversar.

Enquanto converso com você
não vejo o tempo passar.
Sua descontração tão grande
fás a minha alma se alegrar.

A beleza dos seus olhos
encantam meu coração.
nunca te vi pessoalmente na vida,
mas você me trás tanta emoção.

Você existe mesmo?
Não é apenas imaginação?
Você parece um sonho...
Acordar não quero, não.

Herval d´Oeste, 21 de julho de 2013.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Deus Normal

Deus normal

Se Deus descesse do céu
E aparecesse pra mim
Com um casaco preto
E uma roupa social bonitinha,
Mas bem simplesinha.
De barba bem feita,
Barrigudinho e baixinho.
Sem nenhuma glória,
Sem nenhuma grandeza,
Sem me dizer que era Deus,
Como um homenzinho normal.

Se ele de noite me desse
Uma carona no seu golzinho
Ano noventa e cinco.
E me leva-se para uma lanchonete,
Senta-se comigo no balcão
E pedisse um lanche vegetariano
Para ele e outro para mim,
E me disse-se descontraído:
“Não se preocupe com dinheiro.
Eu pago a conta!”

Se ele conversasse sorrindo e rindo.
Se ele falasse com a boca cheia,
A o mesmo tempo que estivesse mastigando.
Se me contasse algumas piadas,
As mais engraçadas que existem,
Que fizesse eu me afogar de tanto rir.

Se depois da janta ele levasse-me
Para minha casa em seu carro.
Se durante o caminho, enquanto dirigia,
Ele me dissesse: “Sabe filho...”
E me enchesse de conselhos...
Os melhores que já recebi
Em toda a minha vida.

Se enquanto ele falasse
Eu não precisasse me fingir de homem
E me sentisse a vontade para ser
Apenas o menino que ainda sou.

Se após chegarmos na frente da minha casa
Ele estacionasse e desligasse o carro,
Colocasse a mão no meu ombro,
Olhasse no fundo dos meus olhos
E disse-se algo tão belo, lindo,
Que eu nunca imaginei ouvir na vida.


Se eu desembarcasse e antes de fechar a porta
Lembrasse-se de perguntar qual era o seu nome,
Onde morava e quem ele realmente era.
Se eu disse-se: “Senhor, gostei muito de você.
Fiquei muito feliz em lhe conhecer,
Mas eu ainda não sei que o senhor é...”
Se ele me entrega-se um bilhete
E sorrindo dissesse: “Abra,
Mas espere eu sair”

Se ele fosse e antes de cruzar
A esquina buzinasse pra mim.
Se eu abri-se o bilhete e lesse:
 “Sou seu criador, meu filho.
E para sempre estarei com você.”
Eu acreditaria que ele era Deus?
Deus poderia ser tão normal assim?
Não sei. Mas eu ficarei tão feliz
Se realmente fosse assim...

Daluan Machado, Herval d´ Oeste, 19 de julho de 2013.