sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A procura pela luz

Enquanto todos habitavam
No escuro do fundo da caverna
E se contentavam com a pouca luz
Da pequena fogueira que
Fizeram dentro dela,
Eu queria mais!
Eu queria absorver
Toda a luz do sol...

Enquanto todos viviam satisfeitos
Suas vidas em redor da misera fogueira,
Eu descontente queria vagar pela caverna escura
E achar sua abertura pra sair de dentro dela
E viver todo o clarão do lado de fora...

E eu fui! Fui em busca da luz,
Fui em busca do clarão...
Sob o protesto de todos
Fui atrás de um destino melhor.

Segui a luz de fracos pirilampos,
Segui-os pra encontrar a saída,
Segui luzes menores em busca
De uma luz maior!

E então por fim achei
A saída da caverna.
Sai pra fora dela,
Cheguei aonde nenhum
Homem havia chegado!

E qual foi o meu espanto!
A minha surpresa!
O meu horror!
Fora da caverna
As trevas eram
Mais densas do que
Dentro dela!

Se dentro dela havia a claridade
De uma pequena fogueira
E fracos vagalumes,
Fora dela não havia sol,
Não havia lua, nem mesmo
Uma solitária estrela.
Eram as trevas de uma noite
Morta, mas eterna.

Virei as costas para voltar
Ao fundo da caverna,
Mas os pirilampos haviam
Desaparecido para sempre.

Não havia mais como voltar.
E mesmo que houvesse,
Não adiantaria nada,
Eu não seria mais o mesmo.

Não há luz de verdade
Nem dentro e nem fora da caverna.
Terei que procurar a luz apenas dentro de mim...

Herval d´Oeste, 06 de fevereiro de 2014.