segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

35

O coração dói, mas insiste em bater.
A vida machuca, mas insisto em viver.
O sol queima, mas ainda desejo sua luz.
As flores murcham, mas ainda procuro o perfume.
Meu amor se foi. Mas eu não desisto de amar.

Joaçaba, 25 de Janeiro de 2016

sábado, 2 de janeiro de 2016

34- Festa do povo negro.

Em um momento repentino minha mente viaja no espaço,
Me sinto um menino, sinto que tenho pro volta de seis anos.
Estou meio longe das cidades em algum lugar no interior.
É uma noite quente de verão e eu sinto o clima,
Sinto a noite confortável.
Não vejo estrelas e nem lua.
Na verdade eu não olho para o céu.
Minha mente está voltada para uma cabana de madeira
Que está a alguns metros de distancia de mim.
A caba está iluminada, escuto musica,
Conversa e risada.
A casa está cheia.
É uma festa.
Vejo as pessoas
E são todas de pele negra.
Sinto a animação que há lá dentro.
Por uma janela vejo três negros embriagados lá dentro.
É uma senhora e um senhor.
No meio deles sentado  numa cadeira
Vejo um rapaz que ri descontrolado.
A animação é tanta que meu ser se alegra.
Que gente encantadora!
Que linda festa!

Mas então eu sinto alguém chegar por trás de mim.
E depois essa pessoa (mesmo não a vendo eu sinto)
Chega ao meu lado.
Ela então me diz telepaticamente:
“Vês essas pessoas? Elas já estão todas mortas.”
Eu me assusto.
Percebo o que está acontecendo.
Minha mente de alguma forma
Se deslocou para um momento do passado.
Talvez duas ou três décadas antes de eu nascer.
Após isso volto pra realidade.

Herval d Oeste 02/01/2016

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

33- Desabafo.

Depois de todas as vezes que você me magoou
E com carinho eu te perdoei.
Depois de todo o carinho e amor que eu te dei,
Depois de todas as vezes que te escutei
E tentei te animar quando a depressão vinha
Seu espírito abalar...
O que eu esperava de você?
Que você vivesse a vida toda
Mesmo sem querer ao meu lado?
Não! Não te forcei a ficar comigo!
Apenas pedi que continuássemos
Sendo amigos.

Mas o que você fez?
Afastou-se sem nem mesmo dizer adeus.
Fugiu como a mais de uma década já havia feito.
Naquela época não era dona da sua vontade,
Não tinha controle sofre sua própria vida.
Era uma criança que de nada sabia.


Mas agora já é mulher.
Com plena noção de seus atos.
Só te pedi amizade em respeito
A todo o tempo que havíamos
Nos amado.

Mas não sinto raiva de você.
Não desejo seu mal.
A cada estrela cadente que cai
Meu pedido é que  você
Um dia possa ser feliz.

Se escrevo o que escrevo
É unicamente porque
Preciso desabafar
Se não vou enlouquecer.


Joaçaba, 01 de janeiro de 2.016
Sem você (Victor e leu)