quinta-feira, 30 de outubro de 2014

26-Você apareceu.

Quando o poeta que havia em mim
morreu a minguá e foi enterrado
numa sepultura sem lapide e nem inscrição...

Quando o poeta banhando de sensibilidade
havia se tornado em uma espada nua de racionalidade,
Seco de sentimentos e inundado de razão...

Você apareceu.

Com um sorriso desfez
Todas minhas resistências...
Com um toque derrubou
As muralhas que eu
Havia levantado
para isolar meu ser
do sofrimento gerado
pela desilusão no amor.

Arrancou minha emoção
do fundo do posso.
Atirou meu coração
no límpido lago da luz.
Acabou com toda
aquela escuridão
que me envolvia...

Novamente encontrei
motivo para viver meus dias...
Pra seguir andando pelas
estradas da existência
Até concluir a minha vida.