Inspirado no fenômeno de
ontem e na música do Era: Angel.
Do lado de fora do meu quarto, da minha casa,
Acima da montanha, no céu meio nublado,
Está a lua tão bela, tão majestosa,
Celeste e gloriosa.
Sendo finíssima
Ela parece dois lábios
Fechados sorrindo
O mais lindo sorriso,
O sorriso da linda garota
Que não vejo desde 2005.
Para aumentar ainda mais
A beleza desse encanto
Um fenômeno raríssimo:
Na pontinha de um dos lados
Dos lábios fechados desse sorriso
Há uma pequena estrela.
Parece a pintinha do rosto
De uma moça que gosta
De ser flertada.
Mas na verdade
A estrela é o planeta Vênus
Passando próximo à lua...
Pelo menos do ponto de vista
Ilusório dos nossos olhos.
Do lado de dentro do quarto,
Estou eu deitado na cama
Com os olhos fechados
E o corpo acabado
Pelo cansaço.
A janela aberta deixa o vento entrar
E soprar as cortinas.
Em seguida sinto um sopro leve
Em meus lábios
E outros lábios a beija-los.
Abro meus olhos pesados
E vejo um lindo anjo...
Melhor dizer, uma anja branca,
De vestido longo, sedoso e branco,
A beijar-me com leveza e suavidade.
Meio hipnotizado não consigo me mover,
A voz também não sai; nada posso dizer.
A mim só é dado o direito de sentir o prazer
Desse beijo que alegra minha alma.
Seus lábios se desgrudam dos meus.
Ela sopra novamente em meus lábios,
Dá as costas para mim, segue até a janela
E sai voando em direção à lua.
Acordo da hipnose, levanto e corro até a janela,
Olho para a lua e me pergunto:
“Cadê a estrela que estava ao lado da lua?”
Vejo meu anjo subindo e sou um suspiro:
“A estrela está voltando para o lugar dela.”
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