segunda-feira, 15 de agosto de 2016

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Hoje estou aqui
escrevendo este poema.
Amanhã neste horário
talvez não esteja...

Talvez já esteja
debaixo da terra fria,
na escuridão da sepultura,
sem lembrar de mais nada,
sem planejar nenhuma aventura!

Isso é assustador,
mas não me assusta!
Só me alerta
pra realidade
que é dura.

E a realidade é essa:
Que tenho o hoje para viver,
O amanhã pode não começar;
amanhã posso morrer...

Então vou amar hoje.
Hoje eu sei que posso amar.
Mas amanhã eu não sei.
Amanhã só vou amar
Se o acaso me deixar.

Herval do Oeste, 16 de agosto de 2016.

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